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Patrimônio15 de out. de 2026

Igreja e Convento do Carmo: um mapa de danos a partir de fotos públicas

Duas fotos de 2010, antes do restauro, viraram vistas em escala, 11 danos contornados com IA, orçamento por tipo de tratamento e prioridades GUT — sem ir a campo e sem instalar nada.

Fachada do pátio do Convento do Carmo da Horta em 2010, com manchas e vegetação
Danos mapeados
11
Área afetada
18,7 m²
Orçamento estimado
R$ 1.852
Prioridade alta (GUT ≥ 64)
3

O imóvel

A Igreja de Nossa Senhora do Carmo, na cidade da Horta (ilha do Faial, Açores), foi o primeiro templo carmelita português erguido fora do continente. As obras começaram em 1698 e só terminaram em 1797; o convento anexo é de 1651. Hoje o conjunto é Imóvel de Interesse Público.

Depois de décadas fechada, a igreja quase ruiu no sismo de 9 de julho de 1998. O restauro parou por falta de verba e só foi retomado quase vinte anos depois, com a reabertura em 2018. As fotos de 2010 mostram exatamente o estado que um mapa de danos precisa registrar: manchas, colonização biológica, desagregação da pedra, pintura descolando e vegetação nas cornijas.

Como montamos o diagnóstico

Usamos só duas fotos públicas de 27 de agosto de 2010. A fachada da igreja foi retificada no próprio ArchRay: quatro cliques nos cantos e as medidas estimadas de 18 × 18,7 m. A fachada do pátio do convento, quase frontal, foi calibrada pela largura de um vão de janela.

Os danos de área foram contornados com o Contorno IA, que roda no navegador; os de vegetação foram marcados como pontos. Cada dano recebeu gravidade, urgência e tendência, e o orçamento saiu da tabela de preços sugerida.

As medidas são estimadas — ninguém foi a campo. Num trabalho real, uma cota medida com trena calibra a vista em segundos e todas as áreas e custos se recalculam.

BIOBIOSUJVIDVEGVEGDES
Convento — fachada do pátio (2010), 7 danos.
DPTSUJDESVEG
Fachada principal retificada (2010), 4 danos.

Prioridades e orçamento

DanoQuantidadePrioridade (GUT)Custo
Vegetação parasita1 un.80 · Prioridade 1 — imediataR$ 180,00
Biodeterioração (fungos, liquens, musgos)1,58 m²64 · Prioridade 1 — imediataR$ 66,34
Desagregação do reboco3,08 m²64 · Prioridade 1 — imediataR$ 369,69
Biodeterioração (fungos, liquens, musgos)0,19 m²36 · Prioridade 2 — curto prazoR$ 7,97
Vidro quebrado / ausente1,14 m²36 · Prioridade 2 — curto prazoR$ 363,53
Vegetação parasita1 un.36 · Prioridade 2 — curto prazoR$ 180,00
Sujidade / crosta negra2,85 m²27 · Prioridade 2 — curto prazoR$ 79,90
Desagregação do reboco1,31 m²27 · Prioridade 2 — curto prazoR$ 156,89
Descolamento / perda de pintura2,84 m²27 · Prioridade 2 — curto prazoR$ 107,81
Vegetação parasita1 un.16 · Prioridade 3 — médio prazoR$ 180,00
Sujidade / crosta negra5,71 m²12 · Prioridade 3 — médio prazoR$ 159,82
TotalR$ 1.852
Igreja do Carmo em 2010, antes do restauro
2010 — antes do restauro.
Igreja do Carmo em 2021, restaurada
2021 — restaurada e reaberta ao culto.

Fontes e créditos

  • Convento do Carmo e Igreja de N. Sra. do Carmo (2010): José Luís Ávila Silveira / Pedro Noronha e Costa — domínio público, Wikimedia Commons.
  • Igreja do Carmo (2021): Vitor Oliveira — CC BY-SA 2.0, Wikimedia Commons.
  • História do imóvel: Wikipedia (pt), “Igreja de Nossa Senhora do Carmo (Horta)”.
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